Amistoso 1995 – Cidreira 0-1 Cruzeiro

Pesquisando nos arquivos da Federação Gaúcha de Futebol encontrei um jogo amistoso realizado na tarde de Quinta-feira, em 12 de outubro de 1995. Esse é um daqueles jogos que certamente poucas pessoas vão lembrar ou então de fato é quase que desconhecimento geral da nação, só não é anônimo e totalmente esquecido por conta dos documentos que encontrados no acervo da Federação.

Trata-se do jogo entre Cidreira e Cruzeiro de Porto Alegre, disputado no polêmico Estádio Antônio Sessim, pejorativamente apelidado de Sessinzão, fazendo referência ao idealizador da obra e então prefeito da cidade Elói Braz Sessim, que havia sido inaugurado no mesmo ano e que gerou um enorme gasto aos cofres públicos da cidade litorânea de Cidreira, que até então nem futebol profissional possuía.

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Estádio Antônio Sessim (Cidreira, RS) – Foto Wikimapia

Com o projeto concluído e o estádio de pé, nasceu então a Sociedade Esportiva Recreativa Cidreira, integrante a Segunda Divisão do Rio Grande do Sul já no ano de 1995, eliminado na segunda fase, entrando em campo pela última vez no dia 17/09/1995, quando perdeu para o Palmeirense por 2-0, jogando em Palmeira das Missões.

Com o time eliminado e sem jogos até o final do ano, surge a chance de um jogo contra o Cruzeiro de Porto Alegre, equipe que havia pedido afastamento das competições em 1992, quando desistiu da segunda fase da Segundona. Segundo o pesquisador e torcedor Ernani Campelo, a desistência acarretou em uma punição ao clube portoalegrense, afastando-o de qualquer disputa nos anos de 1993 e 1994, conforme regulamento da FGF na época. Segundo ele ainda, 1995 seria o ano do retorno, porém, como não ocorreu o clube passou a formar e preparar o time para a temporada de 1996.

O jogo encontrado foi disputado no feriado nacional de Nossa Senhora Aparecida e Dia da Criança, sendo o Cidreira treinado pelo ex-jogador Paulo Egidio, trazido como reforço para a disputa da Segundona e que após sofrer uma grave lesão acabou encerrando a carrreira, como base a equipe tinha vários nomes que estavam durante toda a temporada, com o acréscimo de alguns jovens amadores da região que ao que parece estavam em testes já para a próxima temporada. O Cruzeiro treinado por Édson Trindade contava com alguns nomes bem conhecidos e rodados do futebol gaúcho, como é o goleiro Sérgio Rios, com 42 anos de idade e que já havia inclusive parado de jogar e por algumas vezes foi técnico de alguns clubes do interior, César, quarto-zagueiro com 30 anos de idade, Giovani, meia com 34 anos e Pedro Verdum, atacante com 32 anos. O jogo contou com a arbitragem de Djalmo Oliveira, auxiliado por Walmir Costa e Júlio César Espinoza, Leandro Tinga, marcou para o Cruzeiro ainda na primeira etapa, sendo este o único gol da partida.