Bagé

Inegavelmente o futebol é momento. Na fase de vitórias as coisas tornam-se bastante fáceis. Os eventuais tropeços são bem assimilados e sempre tem-se uma segunda chance. O inverso ocorre nas chamadas “vacas magras”. Para tentar reverter a situação a direção do clube começa a contratar muitos atletas a peso de ouro, sem considerar a “prata da casa”. Foi o que aconteceu com o Grêmio na década de setenta, que até em 1976 só conheceu insucessos, enquanto o Inter foi Octacampeão Gaúcho, um recorde em nosso futebol. Foi um período em que os tricolores trocaram de técnico em demasia e a cada ano formavam uma nova equipe.

Poucos juvenis, como eram chamados na época, foram aproveitados. Por exemplo os juvenis gremistas, em 1977 eram orientados por Paulo Lumumba e formavam com Ivo; Valdoir, Adilson, Álvaro e Casemiro; Valderez, Toquinho e Milton; Bagé, Zequinha e Coelho. Como vemos todos promissores valores, porém apenas Casemiro foi titular absoluto. Valderez e Valdoir chegaram a Seleção Brasileira de Juvenis e disputaram partidas em várias competições oficiais. Ivo e Bagé atuaram algumas vezes na equipe titular, porém, por não terem maiores chances, foram obrigados a buscar novos ares. Na época os titulares da ponta direita eram Tarciso e Zequinha, ambos experientes e com passagens expressivas na Seleção Brasileira.
Bagé, cujo nome completo é Jorge Mário Gomes Montenegro, ficou no Olímpico até 1979, quando transferiu-se para a Chapecoense. Em 1982 voltou ao futebol gaúcho, para defender o Caxias que na época formava com Joceli; Sérgio Roberto, Ademir, Amauri e Edson; Hélio Oliveira, Luiz César e Coringa; Bagé, Teco e Moises. Depois foi para Campinas para envergar a camiseta da Ponte Preta. Voltou ao estado em 1983, para jogar no Esportivo de Bento Gonçalves que tinha a seguinte escalação: Jânio; Reginaldo, Paulo César, Tadeu Vieira e Raquete, Toninho, Luis Fernando e Tite; Bagé, Guilherme e Capanema. Posteriormente esteve no Marcílio Dias de Itajaí, Avaí de Florianópolis, Sampaio Corrêa de São Luis, Grêmio Bagé e Aimoré. O clube Índio de São Leopoldo ia a campo com Dagoberto; Cacaio, Trelha, Riani e Barbosa; Júnior, Giba e Ademir; Bagé, Marcos Severo e Joãozinho. Bagé encerrou sua movimentada carreira no Marcílio Dias (SC) em 1989.
Bagé com seu apelido de indica é natural da cidade “Rainha da Fronteira”, onde nasceu no dia 6 de Janeiro em 1958. Ao longo de sua carreira envergou a camiseta de 15 clubes brasileiros. Entre os técnicos que orientaram considera que os saudosos Daltro Menezes e Leoncio Abel Vieira foram os que mais lhe agradaram. O melhor ponteiro direito que viu atuar foi Zequinha. O lateral esquerdo que melhor lhe marcou foi Rodrigues Neto. Marcou muitos gols enquanto atuava, mas o inesquecível foi consignado em Florianópolis quando defendia o Avaí, numa partida decisiva, quando marcou o gol da vitória aos 44 minutos do segundo tempo. Quando garoto o seu ídolo era Mané Garrincha. Atualmente Bagé está residindo em sua terra natal, onde concluiu o curso de Educação Física na FUNBA. Paralelamente também administra um bar de sua propriedade próximo a faculdade. Já foi preparador físico do Guarany de Bagé e da Escolinha de Futebol de Salão de Ortiz.
Assim resgatamos a história futebolística de Jorge Mário Gomes Montenegro, o Bagé, que foi um ponteiro direito com boa técnica, veloz e oportunista. Bagé foi mais um exemplo de “prata da casa” que teve o azar de surgir num grande clube, numa fase de “vacas magras”…

FONTE: César Freitas (Coluna – Você Lembra? – Nº376)

Números da Carreira

Ano Competição Clube J GM GC

RojaIcon
1983 Torneio Incentivo Caxias (RS) 5 1 0 0 0
1985 Gauchão (1ª D) Aimoré (RS) 13 2 0 2 0
1986 Copa ACEG São Paulo (RS) 5 2 0 0 0
1987 Gauchão (1ª D) São Paulo (RS) 24 3 0 4 0
1987 Taça Cidade do Rio Granda São Paulo (RS) 1 0 0 0 0
1987 Copa Governador São Paulo (RS) 3 0 0 1 0
1988 Gauchão (1ª D) São Paulo (RS) 9 1 0 1 0
TOTAL 60 9 0 6 0

FONTE: Sumulas-Tchê.

Ficha do Atleta

Bagé Apelido: Bagé
Nome: Jorge Mário Gomes Montenegro
Data Nasc: 26/01/1958
Local Nasc: , Bagé, RSBrasil
Posição: Meia
ID CBF: 66814
1976-1979 Grêmio (Porto Alegre, RS) Grêmio (RS)
1979-1981 Chapecoense (Chapecó, SC) Chapecoense (SC)
1982 Ponte Preta (Campinas, SP) Ponte Preta (SP)
1982 Caxias (Caxias do Sul, RS) Caxias (RS)
1983 Esportivo (Bento Gonçalves RS) Esportivo (RS)
1984 Avaí (Florianópolis, SC) Avaí (SC)
1985 Aimoré (São Leopoldo, RS) Aimoré (RS)
1986 Bagé (Bagé, RS) Bagé (RS)
1986-1988 São Paulo (Rio Grande, RS) São Paulo (RS)
1988-1989 Marcílio Dias (Itajaí, SC) Marcílio Dias (SC)

Agradecimento ao amigo César Freitas pelo texto.

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